21 de novembro de 2008

José Serra: o espertalhão.

O governador José Serra - aquele que tem em seu curriculum o sangue da adolescente Eloá, assassinada no sequestro de Santo André - demonstrou sua tremenda habilidade de gestor: com uma pedrada, acertou três jacas!
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1a JACA - Ao acertar a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil, deixa de ter a obrigação de administrar o banco estadual. Aliás, tucano odeia administrar empresa pública. Um tédio!
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2a JACA - Com a bufunfa (5 bi em 18 parcelas no cartão!) vai construir metrô, escolas, hospitais, aumentar salários dos professores, resolver o problema do trânsito na capital ... enfim, vai fazer tudo o que devia ter feito desde sua eleição. Um achado!
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3a JACA - Joga no colo do governo federal o ônus das eventuais demissões dos funcionários da Nossa Caixa. Uma esperteza!Parabéns, governador José Serra (aquele que tem em seu curriculum o sangue da adolescente Eloá, assassinada no sequestro de Santo André) pela proeza alcançada.
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Um homem assim deveria ser candidato a presidente da República.

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SMART SERRA PARA PRESIDENTE
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Só não contava com a astúcia do ministro Mantega de, ao fortalecer o Banco do Brasil, criar melhores condições de atravessar a crise financeira mundial através da expansão do crédito. Afinal, as centenas de agências (e clientes) da Nossa Caixa tem força para auxiliar na manutenção do bom desempenho da economia brasileira em 2009.
Vai ver, o tucano não pensou nisso.
Ninguém é perfeito.
Um otário!

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.Por Júlio Pegna
do blog SANDÁLIAS DO PIRATA
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2 comentários

Dom Deboche

Comentário, fiz lá nas Sandálias. Aqui deu pudô.
Era uma relação com jacas e a eleição do Kassab.

Lúcia Orpham

Texto de meu querido irmão para jornal local. Orpham é funcionário da Nossa Caixa e Diretor do sindicato dos bancários da região de Barretos. Já foi conselheiro eleito pelos funcionários do Econumus (fundo de pensão da Nossa Caixa)

"Serra vende último banco estatal paulista
Venda da Nossa Caixa é ruim para SP

Matéria da Gazeta publicada hoje, dia 21, sobre a venda da Nossa Caixa merece um contraponto, afinal a venda de empresas estatais está longe de ser um assunto de pensamento único na sociedade brasileira.

Nela, o presidente da ALESP, deputado Vaz de Lima, diz que não havia interesse do Estado de vender o último banco estatal paulista para instituições privadas. A afirmação não parece ter pé na realidade, pois o PSDB, de José Serra, tocou o maior programa de privatizações, tanto no Estado de SP, quanto no Brasil.

O próprio Banespa, outro banco estatal paulista, foi entregue ao espanhol Santander, num processo cheio de questionamentos até hoje. Sem falar nas privatizações da Telesp, da CPFL, das rodovias, etc.. Além disso, a Folha de São Paulo, também de hoje, 21, traz uma matéria onde Serra afirma que sempre achou que o Estado não deveria ter um banco comercial.

Portanto, o governador José Serra, certamente, venderia a Nossa Caixa à iniciativa privada se o Governo Federal não se interessasse em fortalecer o Banco do Brasil. Obviamente, o fato de o BB ter comprado o banco paulista, por ser também estatal, se constitui em mal menor, porém isso não “trará resultados positivos para todos os segmentos envolvidos”, como afirma a matéria em questão.

O fato concreto é que o Governo de SP perde o último instrumento que tinha para fazer uma política mais vigorosa de desenvolvimento no estado, depois que ficou sem o Banespa. Quanto aos funcionários, esses também perdem porque nada garante que os empregos serão mantidos e muito menos todas as agências abertas.

O governador José Serra parece estar levando às últimas conseqüências sua intenção de chegar ao Palácio do Planalto em 2010. A venda da estatal lhe dá um bom caixa para fazer obras de visibilidade por todo o Estado. A pergunta que fica é a seguinte: se Serra chegar lá, o que fará com o Banco do Brasil? Infelizmente, não haverá mais nenhum banco estatal para comprá-lo.

Carlos Orpham "

Lúcia Orpham