12 de dezembro de 2010

AS MENTIRAS SOBRE AS VERDADES

AS MENTIRAS SOBRE AS VERDADES


Laerte Braga


Imagino que seja constrangedor para um “jornalista” padrão William Waack ter sua análise sobre as eleições presidenciais no Brasil, no período de pré campanha, elogiada pela secretária de Estado Hilary Clinton, afinal é uma das chefes, para depois ir tudo para a lata do lixo, pois tudo deu errado.

A análise era apenas tentativa de agradar o chefe, nada além disso.

É o que está acontecendo com os documentos do WIIKILEAKS e a forma como a mídia privada vem fazendo sua divulgação. Ao sabor do chefe, ou seja, interpreta e distorce para evitar que o distinto público conheça as verdades mostradas pelo site.

São mentiras sobre verdades, um jeito de atenuar os estragos causados pelo site àqueles que pagam e controlam a mídia privada no Brasil.

Eu penso que embaixador norte-americano em países como o Brasil não dorme sem olhar embaixo da cama se lá não está um “terrorista” da Al Qaeda. Trancar a embaixada inteira, ligar arames e cercas elétricas. Um pernilongo, por exemplo, por conta do zumbido, corre o risco de vir a ser confundido com um míssil “terrorista”.

A mídia privada e podre alerta que Brasília, segundo documentos divulgados pelo WIKILEAKS, é alvo fácil para bombardeios “terroristas” e um telegrama de um embaixador dos EUA que andou por aqui azeitando as coisas junto a gente tipo Eduardo Azeredo, o brigadeiro Saito, etc, etc, dá o sinal para esse risco. O roubo de um avião em Luziânia, nas imediações de Brasília, assim à luz do dia, foi o ponto de partida da conclusão do embaixador.

Ato contínuo sua excelência envia um memorando a Washington e despacha para a mídia (GLOBO, VEJA, FOLHA DE SÃO PAULO, RBS, ESTADO DE SÃO PAULO, VEJA, ESTADO DE MINAS, etc) a seguinte instrução – “dar ênfase ao fato, alertar a população, gerar medo e criar condições para que possamos “ajudar”.

“Boi, boi, boi da cara preta, pega essa criança que tem medo de careta”.

A mídia, amestrada, muito bem paga, começa então a despertar os brasileiros para o risco que a capital seja atacada. Que nem as tais bombas químicas e biológicas que inventaram para poder atacar, ocupar e saquear o Iraque.

Bom, para que haja um ataque “terrorista” a Brasília é preciso motivo. O Brasil nesses últimos oito anos tem pautado sua política externa por absoluta independência em relação aos EUA. O ministro Celso Amorim quando chega em New York não tira os sapatos para submeter-se a uma revista, como o fez Celso Láfer, ministro de FHC.

O País está próximo de países do Oriente Médio, inclusive o Irã, reconheceu o Estado Palestino nas fronteiras anteriores à guerra de 1967 (ou seja, apóia a decisão que foi tomada pela ONU), aproximou-se de nações africanas, principalmente as de língua portuguesa e busca a integração latino americana.

Atacar Brasília para que?

A guerra global, como a chamam, é dos Estados Unidos contra aqueles que se opõem ao controle do império sobre o mundo.

No caso específico viramos alvo, Brasília vira alvo, não de “terroristas”, mas de resistentes contra a barbárie norte-americana (revelada pelo WIKILEAKS e não noticiada pela mídia podre e privada brasileira), no momento que por aqui pisar o primeiro soldado norte-americano, os tais mariners, em missão de “ajuda”.

Hoje é alvo de Washington. Os caras estão loucos para instalar bases militares e “ajudar”.

É ridícula essa preocupação do embaixador (ridícula, mas dentro da lógica imperialista, capitalista) e vergonhosa quando repercutida pela mídia privada e podre, golpista.

Por que não publicar documentos que mostram a tortura contra prisioneiros no Iraque, no Afeganistão? Por que não defender a liberdade de expressão de Julian Assange e do WIKILEAKS?

Ou têm eles o monopólio dessa “liberdade de expressão”?

Por que não exibir entre as preocupações com liberdade, democracia, etc, os tais “assassinatos seletivos” que agentes norte-americanos e do MOSSAD cometem mundo afora?

Está tudo divulgado pelo WIKILEAKS.

O sistemático estupro de mulheres palestinas por soldados de Israel?

A cobiça manifesta dos EUA pelo nióbio brasileiro? A cumplicidade com empresas como a VALE?

É simples, estão na folha de pagamento. Fazem parte do que Julian Assange chama de “tentáculos da elite”. São criados dessa elite.

Bombardear Brasília? É o fim da picada.

Que o embaixador dos EUA pense isso e tente transformar essa paranóia em medo instalado entre os brasileiros, apenas cumpre o seu papel, mas que a mídia privada e podre tente fazer exatamente esse jogo só comprova a absoluta ausência de compromisso com a verdade dessas organizações. Terroristas midiáticos.

Que nem a bolinha de papel atirada em José Serra que se transformou num rolo de fita, que gerou uma tomografia e por pouco não vira atentado com participação da Al Qaeda, sob supervisão direta de Osama bin Laden.

Que eu me lembre, quando do ataque às torres gêmeas do World Trade Center, alguns brasileiros brincaram sobre pedir ajuda a Al Qaeda para atingir algumas figuras do Congresso, padrão Eduardo Azeredo, agora Roberto Freire, Kátia Abreu, etc. Fora isso repercutir um telegrama desses, o do embaixador, só mesmo para passar no caixa depois e pegar o extra. Não tem outra explicação, ou então, subserviência pura e simples, fim de semana na Disneylândia, coisas assim, retrato autografado de George Bush, só pode.

Sem contar, claro, o pulo do gato, por que não, por trás de tudo isso os tais F-18 que “encantaram” o brigadeiro Juniti Saito, comandante da Força Aérea Brasileira?

Será mesmo, brasileira? Falo da do brigadeiro.

Um negócio de quatro bilhões de dólares, no barato, oitocentos milhões de comissões para serem distribuídos à larga.

São as costumeiras mentiras sobre as verdades que a mídia privada e podre vive usando para iludir, alienar, e dominar os brasileiros.

Vem aí Hebe Camargo na GLOBO, dizem, dando beijinho em todos os que passarem por perto. A beijoqueira.

2 comentários

Marilda Oliveira

Laerte, dois dias antes de invadir o morro do alemão, os EUA já tinha sido avisado; é claro que esta submissão devemos ao entreguista Nelson Jobim aliado ao ex-ministro de assuntos estratégicos Magabeira Unger o homem do IPEA, aluno do embaixador americano do 'golpe' militar brasileiro, professor de Harvard de Obama, consultor de Daniel Dantas, aquele que escreveu que PT e PSDB são dois monstros que deveriam ser esmagados ao mesmo tempo em coluna em jornal brasileiro e meses depois foi chamado a integrar um novo super-ministério do Governo Lula - o mesmo Mangabeira Unger que redigiu a MAIOR PRIVATIZAÇÃO DE TERRAS AMAZÔNICAS DA HISTÓRIA RECENTE DO BRASI MP 458 HOJE, o mesmo Lula que nomeou Mangabeira, nomeia Wellington Moreira Franco, saindo das cavernas vira ministro de uma secretaria decisiva para o País!... ele não conhece assuntos estratégicos como destaca sabiamente Laerte Braga...
- Com a participação ativa destes homens citados pseudo-lobistas, colaboracionistas, entreguistas, corruptos e colaboradores do EUA, idem,da mídia golpista e enganadora com finalidade a lavagem no cérebro do povo brasileiro... concluo; no totalitarismo, assim como nas tiranias, o terror, a violência, a destruição das organizações políticas têm um papel fundamental para o sucesso da dominação.
- A resistência que acompanha essas experiências demonstra, por outro lado, que nenhuma tirania é capaz de anular completamente o desejo de criação de outra forma política, de outra relação com as leis. Apesar disso, somos forçados a reconhecer que o totalitarismo, assim como as tiranias, é capaz de durar, é capaz de impor certo comportamento aos habitantes de um país que tem algo próprio do político.
- Nossa Justiça LENTA E INJUSTA está nos levando a posição,em que o horror ocupa o lugar da lei, dificilmente podemos falar de uma ética associada à política, dificilmente podemos, no entanto, deixar de pensá-lo como um produto da ação humana. Lá onde a ética encontra seus limites, continua a existir, ainda que numa forma degenerada, um regime político. - - Nesses extremos da sociabilidade, a relação da ÉTICA COM A POLÍTICA mostra-se sob uma luz radicalmente nova, capaz, a nosso ver, de conduzir-nos a uma compreensão diferente do papel da moral nas comunidades humanas. Portanto Laerte, suas colocações diárias e constantes apontando as aberrações praticadas pelo domínio e poder que acontece em nosso País, nos levará a caminhos prósperos na luta pela transparência política.

Anônimo

Uma boa notícia de Cuba. Só há corrupção entre o povo. Essa é uma das maravilhas da esquerda. Por mais corrupta que seja a população em geral, os altos dirigentes são todas de pessoas da mais alta moralidade pública.
Cuba, ano 52: uma revolução na revolução no país da fábrica de campeões
“A corrupção é rara nos escalões superiores, mas comum nos pequenos negócios. Os milhares de gerentes de lojas, restaurantes, e prestadores de serviços, freqüentemente, encontram uma maneira de desviar parte dos recursos que administram para sua conta particular e se associar ao proprietário do estabelecimento, o estado”.

http://www.porfiriolivre.info/2010/12/cuba-ano-52-uma-revolucao-na-revolucao.